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Ainda bem.

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Domingão à noite, chuva e era pra eu estar fazendo minha pauta do Shoni ou escrevendo minhas laudas de rádio, mas eu estou com preguiça. E preciso escrever umas coisas pra ficar em paz. (E esta é uma das maiores razões deste blog ainda existir: eu preciso por certas coisas pra fora e escrever é o melhor jeito que eu encontro de fazer isso.)

Bom, eu sou uma pessoa de 19 anos. Esqueci que este dia chegaria. Chegou e eu me desesperei. Foi um dia legal, eu acordei com uma mensagem que cantava Rolling Stones e me fez chorar igual criança, fui abraçada, beijada, recebi e-mails lindos, tocou Strokes no R.U., ganhei um bolo e mais um monte de coisas.

Foi um belo dia, mas só eu sei da melancolia por trás disso tudo. Sei, mas não entendo. E olha só, eu sei que você tá aí pra me lembrar “do que o meu coração é feito” e que você sempre vai responder na hora todas as minhas mensagens desesperadas e no fim das contas, vai me fazer ver que tá tudo bem, porque “você não precisa se preocupar comigo porque tem certeza de que tudo vai dar certo na minha vida”.  Ainda bem.

E eu não me sinto com 19 anos. Só continuei dançando, fazendo as minhas cagadas e rindo delas, meus sapatos continuam todos espalhados pela casa e eu aprendi a tirar a maquiagem antes de dormir. E eu vou continuar me lembrando das pessoas quando tocar Candy, vou sentir falta de quem dance Stones comigo de manhã e ainda vou morrer de saudade todos, todos os dias que eu acordar. Tá tudo aqui ainda. E aí e aí também. E aí.

Sinceramente, acho que eu só tô aqui ainda porque existem essas pessoas que fazem a vida valer a pena. Só porque ainda tem gente por aí que, mesmo me deixando com o coração despedaçado de saudade,  me faz acreditar que eu não tô sozinha neste mundão. E quando a coisa aperta, o vaso transborda e as pernas ficam tão pesadas que não dá pra correr, é a voz dessas pessoas que vai estar do outro lado da linha. E são elas que vão sentar comigo no cantinho quando eu precisar chorar. E também são elas que vão me arrancar um sorriso amarelo  cheio de lágrimas e depois vão dizer: “Vai, Marina, arruma essa maquiagem que tá toda cagada, respira fundo e vai. Você já perdeu umas quatro gargalhadas”.

E eu acho que ainda tá pra chegar o dia que eu vou crescer. Talvez eu passe mais alguns anos achando isso.

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