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Diadramação.

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Todo mundo sabe que até o meio da ano passado, eu estive de férias. Passei o ano todo escutando meus veteranos dizerem que o segundo ano de jornalismo é coisa do capeta, porque tem o radiojornal que é gostoso de fazer mas dá trabalho e aí junta com diagramação e vira tudo uma merda. Pois bem.

Terça-feira é dia de diagramar. E eu tava achando tudo muito lindo porque eu fui uma das primeiras pessoas da sala a conseguir instalar e fazer qualquer coisa no InDesign. Tava achando que não ia ser tão horrível assim, afinal o Bola é só mais um professor terrorista e eu já tive professores de física e matemática na vida antes. Aí eu acordei hoje.

Eu consegui fazer os diagramas que ele pediu pra imprimir e levei na aula. Até aí tudo bem. Cheguei atrasada e a Lela me deu o presente que tava me fazendo morrer de curiosidade – é um gloss da Payot. E é um rosinha assim hit do inverno! E aí começou o inferno. Saí de casa correndo e esqueci régua e calculadora e diagramar na mão é um saco.

Juro que eu achei que minha coordenação motora não era tão horrível a ponto de eu não conseguir fazer retângulos com uma régua, mas ó, é bem pior que eu pensava. Ficava tudo torto e eu não sabia fazer as contas pra calcular quantas paicas, milímetros ou whatever eu tinha que traçar ali. E eu que fiz esse curso imaginando que jamais em toda a minha vida usaria uma regra de três.

A sorte é que existem Rafaelas, Mônicas, Popolins e Vanessas – que largou a engenharia porque achou que teria um futuro mais promissor no jornalismo e é a única que entende de números, ainda bem! Aí foi todo mundo fazendo tudo meio junto, meio errado mesmo, espremendo as coisas aqui e ali, tirando ou enfiando paicas em algum lugar (da página, da página!) e é isso. Fiquei e-mo-cio-na-da quando fechei certo (a-ham) a minha primeira página.

Chegou uma hora que eu não sabia que contas eu estava fazendo, ou por que ou onde iriam parar aqueles números. E todo mundo sabe que se tem número na jogada, fodeu. Quase escrevi minha idade errada nos questionários do psicotécnico.

E o dia teve aqueles diálogos lindos dignos da turma mais sem nível do Brasil.

“-Mas que merda, tem que colocar defesa até na bunda!

-É, principalmente.”

Vou ali enfiar cinco matérias numa página, fazer milhares de defesas e tomara que tudo dê certo. E que, pelo menos, eu consiga fazer linhas retas, só pra começo de conversa.

Enfim, só por isso, Terças-feiras ficam instituídas como “O dia do drama” neste blog. Vai, pode abraçar o amigo do lado, só vou me permitir fazer drama uma vez por semana.

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