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E eu fui.

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Sempre achei que as melhores decisões que eu já tomei na vida – hoje quase todas parecem grandes bobagens, mas na época eram coisas realmente importantes – foram de ultima hora. Eu enrolei porque tinha um projeto gráfico pra parir e vinhetas pra pensar – e estava criativamente esgotada. Mas resolvi ir. Já era meio resolvido, mas tinha que fazer a coisa mesmo.

Mãe, tô indo.

Antes não era assim. Rolava um quando-onde-como-com quem-por que-com que dinheiro?  e um você-vai-mas-tem-que-ir-pra-aula. Agora é mãe, to indo! Juízo, manda um beijo pra quem tá do outro lado, liga quando chegar.  E  eu não sei o que pensar disso.

É que isso começou a acontecer faz tempo. Não tem jeito. Acho que já tem um tempo que eu escrevo sobre isso mas agora é de verdade. Amanhã vai ser mais. E o tempo vai passar mais um pouco e talvez nem tenha sido tão horrível assim. Faz tempo que é assim e parece que tudo só fica mais divertido. E mais difícil também, mas eu sempre soube que ia ser desse jeito. Todos os jogos que eu já joguei, as séries da escola, nunca nada foi ficando mais fácil. Por isso eu suspeitava que conforme eu fosse crescendo, as coisas não seriam diferentes.

Mas tá, viajei.

E é bom trocar de ares, esquecer um pouco das coisas, ver outras pessoas – por mais que as mesmas de sempre sejam tão tão queridas – participar da felicidade alheia e abraçar forte quem eu gostaria de abraçar todos os dias.

E é isso. Tô bem e já posso ir atrás de fazer o que eu tenho que fazer, que agora as coisas estão ficando mais sérias e olha só, Marina, você está dando conta de tudo, não precisa surtar.

Sei lá, sempre encarei essas viagens e feriados como “virar a página”. É um conceito muito particular e eu não vou saber explicar, mas parece que depois disso, eu sempre começo do zero, com mais fôlego, mais concentração, criatividade e bem cheia de coisas boas.

É tipo quando o filtro aqui de casa esvazia e tem que colocar mais água pra filtrar. Não, nada a ver. Já fui melhor em metáforas.

——-

E eu tive um sonho repetido e com mais detalhes. Desses bem loucos de novo. Só não conto agora porque ele merece virar um conto desses meio surreais e eu só vou ter tempo de fazer isso sei lá, na semana que vem.

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    • É, Desi, acho que o segundo ano não vai me deixar ir na sua Terça Tilt amanhã. Mas vai ser como se eu estivesse lá, dançando loucamente quando você tocar Kiss With a Fist. E você pode não ter o caninos, só não encontre algum outro maluco desses sem mim. E vamos marcar o bar que eu to precisando.

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