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Crise dos 20

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Fujam pras colinas que ela chegou! Me bateu aqui uma crise dos 20 que provavelmente vai me acompanhar até março. Ou não. Sei lá.

Ontem eu ouvi minha mãe falando no telefone com a minha irmã. “Eu vou no dia 15 sozinha, porque a Marina não vai poder ir, ela tem umas coisas pra fazer aqui e só vai poder ir na outra sexta.” Nunca antes na história desta casa a minha mãe precisou consultar a minha agenda pra decidir uma viagem. E e eu nunca tive umas coisas pra fazer. Quer dizer, sempre tive, mas nada que uma conversa com a coordenação do colégio não resolvesse.

Sentiu o drama? Calma que tem mais.

Outro dia encontrei no bar uma pessoa que disse ter me conhecido quando eu tinha três anos de idade. 1994, portanto. E até bem pouco tempo atrás, eu fazia as contas e 1994 não tinha sido há tanto tempo assim. As pessoas que nasceram em 1994 fazem 16 anos este ano.

Há pouco tempo – até o ano passado, na verdade – quando a gente dizia que alguma coisa tinha acontecido há dez anos atrás, isso significava a década de 90. Uma pessoa que faz dez anos este ano nasceu no ano 2000. E a parte mais desesperadora disso aí é que eu já posso falar com muita propriedade de coisas que aconteceram há dez anos atrás. Na verdade, eu tenho lembranças bem nítidas da década de 90, mas isso significa que minha memória é muito boa, não que eu estou velha.

Aí as pessoas que nasceram na década de 80 – eu lembro que tinha uma época em que as pessoas da década de 80 eram bem jovens – estão fazendo 30 anos e isso é coisa de quem nasceu nos anos 70. E essas meninas que nasceram em 1995 já estão fazendo festas de 15 anos!

E as vezes eu me pego conversando com os meus amigos sobre aquele bonequinho dos Power Rangers que virava a cabeça, sobre Chiquititas e Sandy e Jr e me sinto igual o pessoal que era criança nos anos 80 falando sobre pogobol e Menudo. Isso quer dizer que a década de 90 virou a década de 80 da década passada. Deu pra entender?

Será que agora deu pra sentir o drama???

Agora eu entendo por que meus irmãos, primos e todos os amigos deles se acham muito velhos. (E eles não são. É um bando de gente que eu conheci criancinha – lá pelos três anos de idade – e que pra mim vão ter 18 anos pra sempre).

E eu to aqui, a pouco mais de seis meses de fazer 20 anos e me dei conta – de novo – de que o tempo passa. Mas não tem problema, já que eu ainda não saí dos 18 anos e pretendo ficar por aqui até os 30.

Meus agradecimentos à @juliana_benetti, @popolin e @lucasnabesima, vintinhos lindos e queridos que passaram por essa crise aí e nem morreram. E que escutaram meu drama hoje de manhã.

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  1. Fábio ( Gaúcho)

    Pra vc ver como o tempo passa rápido mesmo, é só lembrar que um tempo atrás tinha que entrar nas baladas de Londrina acompanhada e hoje entra pela porta dos artistas. HAHAHAHAHAHA!!!

    Responder
  2. Bem, a gente conversa sobre isso em Janeiro, quando eu tiver a minha crise dos 30. Mas uma coisa é certa: eu também não me lembro de ter saído dos 18…

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  3. É, é triste. No dia seguinte ao meu aniversário de 20 anos me olhei no espelho e parecia que tinha envelhecido horrores (mesmo que seja coisa da minha cabeça, aconteceu, eu juro!). Agora já me acostumei um pouco. Decidi que vou ter 18 pra sempre e pronto.

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  4. Quem é que disse que te conheceu em 94? =P

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  5. Lembra o que te contei no último dia do Canto? Idade, minha gata… idade! Bjs

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  6. Que legal ter encontrado a Silvinha!!!!
    Beijão!!!

    Responder

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