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Fórmula 1.

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Aí ontem o Marcelo Rubens Paiva foi falar lá no Londrix. Eu gostei. Ele disse muitas coisas, mas teve uma hora que eu parei e o chão faltou. De novo. Antes (até uma semana atrás) não tinha chão o tempo todo, aí eu me desidratei, escutei umas coisas, sonhei com ele e o chão voltou. Agora só some as vezes, mas eu sabia que ia ser assim.

O Marcelo Rubens Paiva tava lá, contando que enquanto a mulher terminava o casamento, ele estava olhando a Fórmula 1 e…eu nunca mais ouvi falar de Fórmula 1. Antes, eu sabia sempre. Acordava aos domingos (só nos que não tinha almoço de família em casa) com o barulho dos carros e cambaleava até a cozinha toda descabelada, com a maquiagem da noite anterior espalhada por todo o rosto, sem enxergar nada. Então ele me dava bom dia daquele jeito dele, perguntava a que horas eu tinha chego.

A última vez que meu pai ouviu falar de Fórmula 1 foi a última vez que ele ouviu falar de qualquer coisa. Pelo menos consciente. Eu gosto de acreditar que ele tenha ouvido tudo o que eu disse chorando naquele domingo horrível. E enquanto aquele monte de gente ouvia aquele cara contar a separação, eu me lembrei disso aí, que a última coisa que meu pai perguntou e que responderam pra ele foi da Fórmula 1. E o chão sumiu, mas voltou logo. Ele sempre volta. E tem sido assim.

Não mais fácil, mas mais leve.

Também rolou um papo de política ontem. Lá no Londrix e aqui na minha família. É que aqui é o tempo todo e sempre a mesma coisa. Mas nada do que eu vou escrever agora tem a ver com o que se discute por aqui (até porque, apesar das raízes me influenciarem polIticamente, a minha opinião não é exatamente a mesma).

Tô aqui, bem bonita andando pela cidade e vejo a cara esburacada do Belinati em banners e faixas e em toda sorte de propagandas que esses caras fazem. É o Belinati mesmo, o que desviou aquela grana toda da prefeitura de Londrina, foi cassado e está impedido de se candidatar enquanto não resolvem o Ficha Limpa. A cara dele tá estampada por aí, esburacada pelo câncer e sem um número pra acompanhar. Puta oportunista. O filho e a mulher (ex, sei lá), são candidatos. E ele tem esperança de poder sair também.

Ligo a tv e lá está ele, fazendo propaganda pra um dos candidatos a senador do PSDB. Atrás, um fundo escrito “Tio Bila vota XXX”. Nas duas primeiras frases do discurso, ele fala do tal candidato. No meio, ele agradece à população de Londrina por o ter eleito prefeito pela quarta vez e diz que está tentando recuperar o cargo e promete que vai voltar, que vai assumir a prefeitura. Pra terminar, diz que vota no tal senador e blablabla. Aí vem falar que ‘pior que tá, não fica’. Dá pra piorar sim senhor, Tiririca.

Cadê a Regina Duarte pra dizer que tem medo? Eu tenho.

Sonhei que eu tava na piscina lá da chácara e ouvi uma banda nada a ver fazendo cover de “Plundered my soul”, dos Stones, depois apareceu um gato enooorme, pulou na piscina, eu saí correndo, aí o gato virou um cara que começou a arremessar tudo o que ele via pela frente. Eu tava morrendo de medo, mas mesmo assim, enquanto ele pegava um pedaço de carne e jogava no meio do mato, eu ameaçava jogar cola branca no olho dele pra me defender.

Vish.

Da série “Crise dos 20”: Preencher formulários online e, na hora de procurar o ano em que você nasceu naquele menu que abre, ter que girar a barra de rolagem do mouse algumas vezes, passando por toda a década de 2000 e pela de 90 quase inteira.

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