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Pulga anã.

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Uma das coisas que mais me impressiona em Londrina é o fato de ela ser uma pulga anã, como sempre diz a Desirée.

E eu inclusive tenho uma teoria sobre isso.

Sabe novela da Globo, que tem uns 200 atores e diversos figurantes? Então. Os atores são divididos em uns núcleos, mas de alguma forma todo mundo se conhece. Se não conhece, tem amigos em comum. Londrina é assim. Se você for a umas 10 festas de rock vai descobrir o que eu quero dizer. Pelo menos umas cinco pessoas vão estar em todas essas festas. E com certeza algum amigo seu conhece essas pessoas, mas você não. E chega uma hora que as pessoas são tão as mesmas que a gente começa a reparar que elas estão meio sumidas. É engraçado isso. É estranho ir a certos lugares e não ver algumas pessoas que eu nem conheço, mas que sempre estão por ali.

Na UEL acontece uma coisa diferente: cada dia a gente repara numa pessoa. Depois disso, essa pessoa começa a surgir em todos – TODOS! – os lugares.

Eu comecei a pensar nisso porque hoje, no RU, a Amanda parou pra conversar com uns amigos e  a Bia comentou que a gente sempre perde a Amanda porque ela vive parando pra falar com as pessoas que ela conhece. Depois disso, eu dei oi pra um cara que estudou comigo no Marista e a Bia disse que tinha sido vizinho dela. Depois cumprimentou um japa que estudava com ela.

E a Bia sempre vê uma pessoa e diz que é ou era vizinho dela. Ou que estudou com ela. Eu sempre vejo pessoas que estudaram comigo ou, em uma conversa sobre terceiros, mando um “nossa, você conhece? Ele é meu primo!” E aí as pessoas acabam me conhecendo porque eu sou filha da minha mãe e tiveram aula com ela, porque eu sou filha do meu pai e já foram zoadas por ele, porque eu sou irmã dos meus irmãos, sobrinha dos meus tios, prima dos meus primos e neta da dona Gera e do Seo Carvalho, que todo mundo conhece.

Um dia eu estava ali na galeria Augustus, acho que era época do FILO. Comecei a conversar com um porteiro dali, ela bem velhinho. E eu gosto muito daquela parte da cidade. Ele disse que sempre tinha trabalhado por ali, então aproveitei e comecei a perguntar dos prédios, das histórias, das pessoas. Ele disse que viu duas pessoas se jogarem de um último andar, presenciou incêndios e me contou a história de cada prédio. Ele conhecia todo mundo que tinha passado por ali. Inclusive o meu avô. “Trabalhava no Fuganti, né? Depois teve um buffet…andava muito por aqui. Morreu em que ano?” Foi em 1992, mas ao contrário de metade das pessoas mais velhas da cidade, eu não me lembro dele.

E no fim, todo mundo se conhece nessa pulguinha anã que a gente chama de cidade. Porque Londrina é tipo uma cidade cenográfica de novela da Globo e só tem umas 200 pessoas.

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