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Pela distribuição das férias.

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A pessoa que inventou as férias escolares não fez isso direito. Antes que alguém se atreva a dizer que eu to reclamando até dessas férias maravilhosas de quase três longos meses, eu explico.

Minhas férias começaram, sei lá, dia seis de dezembro. (Isso sem contar que nessa semana aí eu tive que ir lá na UEL pra última aula do Della Santa. Mas eu já vinha festando todos os dias desde a quinta-feira, dia 3. Essa aula aí foi na outra sexta e eu já tinha largado minha garganta inflamada em alguma pista de dança e já tava assumindo aquela voz de travesti.)

Óbvio que depois de uma semana inteira fazendo bagunça, eu precisei descansar. Passei uma semana tirando férias da primeira semana de férias. Aí já era semana de Natal, e como todo mundo sabe, aqui os trabalhos começam antes, lá pelo dia 20. Mais uma semana de descanso e festa moderada e chega o Ano Novo.

E depois disso, a praia. Todo mundo acha que praia é pra descansar, mas não é bem assim. Areia, aquele povo feio e nada decente pra fazer de noite (sério, o lugar era tão ruim de festa que jogar bingo com a minha vó e ganhar todas as partidas de Perfil era uma opção bem melhor do que sair). Isso cansa. A coisa mais legal de todas era ir pras pedras no fim da tarde ver o mar bater. Teve um dia que apareceu uma família de umas quinze pessoas, uma galera insuportável. Um cara sentou pra tirar foto em um lugar que se batesse uma onda mais forte ele ia junto e ainda dizia “vô por no Orkut!”, uma menininha começou a fazer xixi assim, como se fosse a coisa mais normal do mundo andar e mijar no meio das pessoas (e ela já tinha idade suficiente pra saber o que é um banheiro ou procurar um mato próximo) e enquanto tudo isso acontecia, uma mulher lá berrava com a família toda. Minha tia disse que depois viu esse pessoal ser parado por policiais pedindo documentos e tal. Farofagem não deve ser o motivo, porque tem uma foto aqui em casa da galera com os porta-malas de dois carros abertos e uma lona estendida em cima deles. Embaixo da lona, uma churrasqueirinha. Isso no meio da praia. Fico só imaginando, todo mundo com aqueles cabelos maravilhosos dos anos 80, biquini asa delta e a criançada berrando em volta.

Mas tá, praia também cansa. E eu voltei pra casa, descansei uns quatro dias, depois fui pra Brasília, cansar mais um pouco. E depois de Brasília, mais três semanas de férias. Eu só precisava de uns três dias pra me recuperar. E isso que eu ainda viajei. Tem gente que não viaja nas férias e eu imagino o que deve ser ficar nessa cidade sem fazer nada.

E sem contar que ficar sem fazer nada = comer, né?

 

E voltando ao ponto que me fez começar a escrever. Tá sobrando ócio, preguiça e dia livre por aqui. E vai ficar por aqui mesmo, porque lá pelo fim de maio, eu vou dar um rim por um feriadinho e não vai ter. Não existe banco de dias livres, dá pra entender? O cara que inventou férias estudantis não pensou nisso. Não pensou que férias demais enjoa (não tô enjoada, tô achando ótimo e lindo) e que ele podia muito bem ter dividido dois desses três longos meses em pequenas férias de duas semanas ao longo do ano. Aí todo mundo descansa e volta a ter aula mais lindo, implica menos com o colega e todo mundo é feliz!

Mas ok, ótimo que seja assim, porque né? Quando eu me formar vão ser 15 dias de férias, no máximo.

Agora dá licença que eu tenho muito o que fazer.

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