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Simples assim

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Aí saiu no Fantástico que usar o celular como despertador aumenta as chances de câncer na cabeça. Beleza. Não tô questionando nenhum dos infinitos estudos divulgados pelo Fantástico ou por qualquer lugar que seja, mas ó, contar uma coisa: se a gente for deixar de fazer tudo que ouve por aí que faz mal, melhor contratar um enfermeiro e viver numa cama.

É que essa história de ser supersaudavel e correto enche o saco as vezes. Aliás, eu acho que o mundo anda muito frescurento. Hoje tem um monte de coisa que na época da minha vó se resolvia com um tanque de roupa pra lavar. Muito drama desnecessário, muita briga por besteira e gente que vira a cara pra quem gosta por motivos que…opa, que motivos mesmo?

A gente complica demais a vida, sabe. E eu não to falando de vocês não. Tô falando de mim também. Principalmente.

Porque a gente arruma confusão com os outros por coisa que podia deixar passar, porque a gente pensa demais em vez de agir. E enquanto você tá aí, triste, preocupado ou confuso, podia estar sendo bem feliz, assistindo um filme debaixo das cobertas. Ou tomando cerveja e comendo torresmo, sem ligar pro quanto isso faz mal. (Faz mesmo? Pfff…vai falar isso pra Velha Guarda da Portela! Se criaram assim e tão tudo aí, com quase 100 anos e sambando na sua cara!)

De verdade? No tempo que a gente gasta remoendo coisas ou se chateando, dava pra dar um monte de gargalhadas. Mas não. A gente insiste em complicar e estragar tudo. Agora eu posso contar uma coisa? Você vai morrer um dia. E acho que essas gargalhadas que a gente não dá, essas desculpas que a gente não pediu e as iniciativas que a gente não tomou devem passar na cabeça quando a gente tá pra morrer. E aí já não dá mais pra fazer nada.

Engraçado que quando a gente começa a pensar muito na existência e filosofar sobre isso, sempre acaba chegando naquela unica certeza de que todos vamos morrer. E tem gente que acha que só porque vai morrer no fim, a vida não vale nada. Eu acho que vale. Vale um monte de gargalhadas, piadas infames, sorrisos grudados na cara e histórias impagáveis. Vale a dor e o sofrimento que a gente tem que aprender a transformar em coisa boa pra crescer. E vale mais um monte de coisa que só cabe guardada na gente.

Sei lá, só queria que todo mundo percebesse que as coisas podem ser mais simples.

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Uma resposta »

  1. @fafafafah

    VOFALÁ!! cocordo contigo marininhãm! É por isso que eu digo – PENSAR DÓI , GALERE! E não traz felicidade. – Eu quero mais é viver, sentir as coisas e não ficar intelectualizando sobre elas.

    Responder

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