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foreveralonizando

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13 dias de 35. Foram duas festas, um esquenta e uma reunião de trabalho até agora. E é bem estranho chegar em casa sem me preocupar em não fazer barulho pra não acordar minha mãe, sem tem com quem conversar ou não escutar a tv ligada na novela. Engraçado demais fazer janta dançando sem precisar explicar o conceito da minha dança contemporânea e cantar toda a minha playlist de “músicas pra cantar alto”, só pra ouvir alguma voz (no momento, uma voz rouca).

É engraçado ficar sozinha. Não tem ninguém pra lembrar a gente de fazer as coisas. Ou tem, só que por telefone. Então eu deixo aqueles belos bilhetes pra mim mesma. Todo mundo que vem aqui pergunta “Marina, desligou a cafeteira?” É o bilhete atrás da porta de entrada. Só pra não correr o risco de chegar aqui e o apartamento estar em chamas, né.

Ontem cheguei em casa e tinha um bilhete embaixo da minha porta. Aí a louca por bilhetes e coisas escritas à mão fica apreensiva quando vê essas coisas. Acho que morri um pouquinho de ansiedade enquanto abaixava pra pegar o papelzinho branco. Tava escrito isso aqui:

minha vó sendo linda

Mas voltando ao bilhete atrás da porta. Eu preciso me deixar esses recados. Porque senão, certamente lembraria no meio do caminho e voltaria só pra conferir se a cafeteira está desligada ou não. Cansei de procurar o celular na bolsa, não achar, voltar pra casa, ver que ele não está em nenhum lugar, procurar mais um pouco nesse caos que eu carrego comigo e…ops, tá aqui. (Sem esquecer da vez que eu fiz meus amigos voltarem do estacionamento do Valentino em dia de Tilt cheia porque eu não achava os documentos na bolsa. Eles tinham caído no banco do carro.)

É esquisito isso, porque a gente sai correndo, faz tudo automaticamente sem prestar atenção e depois não lembra se fez. Quando eu estava na casa da minha tia, voltei algumas vezes pro térreo segundos depois de entrar em casa só pra ter certeza se tinha batido a senha do alarme. Já acordei no meio da madrugada pra me certificar de que tinha fechado todas as portas.

Nessa de ficar sozinha, eu sei exatamente onde está tudo dentro dessa casa, porque eu observo bem melhor as coisas. Até comentei com alguém que conheci melhor meu próprio apartamento. Ainda não sei bem o que são todos aqueles temperos coloridos não identificados na cozinha, mas ainda tenho várias jantas pra descobrir.

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  1. mas a dona gera é muito bonitinha mesmo.

    Responder
  2. Márcia Helena Carvalho Lopes

    Essa D. Gera é exclusiva e nossa, além de tudo. Todo dia lembramos alguma coisa dela, sempre original. E aí junta a Marinoca na imaginação e talento e dá isso. Grande beijo da filha e tia orgulhosa. Márcia Lopes

    Responder

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